“Quando rezamos, falamos com Deus. Quando lemos a Sagra Escritura, Deus fala conosco.” Santo Isidoro

domingo, 5 de setembro de 2010

Direito à Vida e as Eleições de 2010

Dom Antonio Augusto Dias: Direito à Vida e as Eleições de 2010






O direito à vida é o primeiro dos direitos naturais, é um dos direitos supra-estatais (como ensinava o eminente jurista Pontes de Miranda – Comentários à Constituição de 1946, 3ª ed., Tomo IV, pg. 242-243: “não existem conforme os cria ou regula a lei; existem a despeito das leis que os pretendem modificar ou conceituar. Não resultam das leis, precedem-nas; não têm o conteúdo que elas lhes dão, recebem-no do direito das gentes”), porque diz respeito à própria natureza humana e daí o seu caráter inviolável, intemporal e universal (cf. Manoel Gonçalves Filho, Comentários à Constituição Brasileira de 1988, Saraiva 1990, vol. I, p. 23).


Direito originário, condicionante dos demais direitos da personalidade – direito fundamental absoluto – o direito à vida é um direito-matriz, explicitamente mencionado no artigo 5º da Constituição Brasileira de 1988 (“à inviolabilidade do direito à vida” é gratuito ‘petreamente’, isto é, qualquer ação contra a vida, toda medida que permite interrompê-la em seu desenvolvimento intra-uterino ou em qualquer fase da existência, seja qual for a justificação, é, inequivocamente, inconstitucional e anticonstitucional e, portanto, um ato de lesa-sociedade).

Convém considerar que desde a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, o caráter laical do Estado Brasileiro marcou profundamente a legislação do país, e nas Constituições de 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988, tutelaram, e atualmente continua tutelando, os direitos humanos fundamentais: “à liberdade, à segurança individual e à propriedade” (Constituições de 1891, 1934, 1937), “à inviolabilidade dos direitos concernentes à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade” (Constituições de 1946, art. 141 e de 1967, art. 150), “à inviolabilidade do direito à vida” (Constituição de 1988, art. 5º).

Certamente esse Estado brasileiro laical, desvinculado logicamente da religião, mas respeitando todas as crenças existentes no Brasil, não se inspirou em princípios e em sentimentos religiosos ao redigir esses artigos que assegura constitucionalmente os direitos fundamentais dos seus cidadãos e certamente fundamentaram-se somente na dignidade da pessoa humana e não apenas na fé religiosa.
A ordem jurídica, repetindo, – não só a religiosa – é quem socialmente exige o respeito e a proteção ao bem supremo da pessoa, que é a vida humana em todas as fases de suas manifestações. Reconhece assim que a vida humana jamais é uma concessão jurídico-estatal e, inclusive, o direito a ela transcende ao direito da pessoa sobre si mesma, mas é um direito natural anterior à constituição do Estado e da própria sociedade.
A pessoa humana não vive só para si, mas também, para a sociedade, e para o bem do Estado, já que ela não só é portadora de humanidade, mas é patrimônio da humanidade.
Nelson Hungria, conhecido e afamado jurista brasileiro, afirmava que quem pratica o aborto não opera ‘in materiam’, mas atua contra um ser humano na ante-sala da vida civil, o que acaba acarretando com esse ato homicida numa civilização da violência e da morte.

O titular da vida humana é unicamente a própria pessoa, que desde a sua concepção tem seus direitos garantidos (conforme o artigo 2º do Código Civil Brasileiro de 2002, o artigo 41 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e o preâmbulo da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança), e tem personalidade jurídica formal, desde seu momento inicial na fecundação, embora adquira só com o nascimento a sua personalidade jurídica material.

Ainda que não nascida tem capacidade de direito, não de exercício, devendo aos pais ou o curador zelar pelos interesses como são amparados pelo sistema jurídico brasileiro.

Não é válido portanto o argumento de que cabe à mulher o direito absoluto de dispor livremente da sua saúde reprodutiva, pois uma vez que há uma vida semelhante à sua no seu útero e em desenvolvimento, esse caráter absoluto deixa de existir. Uma vez que é mãe a sua saúde reprodutiva continuará sendo um direito associado a deveres constitucionais básicos: assistir socialmente ao filho (cf., art. 203), proporcionar-lhes alimento (cf., art. 5º, LVII), cuidar do filho se tem anomalias físicas ou psíquicas (cf, art. 227, § 1º, II). Inclusive se corre o risco de vida estando grávida ou se o filho resultou de um estrupo, deve saber que a vida humana concebida é um bem jurídico maior e qualquer ação contra ela é um crime horrendo, ainda que não se aplique uma pena contra ele (caput do artigo 128, do Código Penal Brasileiro). A exclusão da culpabilidade não significa a exclusão da juridicidade, já que o aborto sempre é um crime contra a pessoa humana (conforme o Título I – “Dos crimes contra a Pessoa”, parte especial do Código Penal Brasileiro).

O crime do aborto existe sempre e mesmo que haja discussão acadêmicas, política-partidárias, legislativas e, até mesmo, haja um plebiscito com resultado a favor do aborto legal, não se irá tornar ético um ato profundamente anti-ético, anti-social e, sobretudo, anti-natural e sangrento.

Nesse período de campanha eleitoral quando se procura uma renovação dos quadros executivos e legislativos do país e dos estados brasileiros o tema do aborto e demais temas correlatos – eutanásia, anticoncepção abortiva, distanásia, segurança pública, atendimento hospitalar público – podem ficar escondidos, sob o manto midiático de manchetes chamativas a respeito das pesquisas de opinião pública ou do crescimento econômico-social promovido por governantes e partidos a eles ligados.

O povo brasileiro não pode continuar sendo ingênuo e continuar na atitude de omissão política. O exemplo que ele deu na campanha ficha limpa é demonstrativo do seu poder transformador da sociedade.
É necessário que os brasileiros tirem a venda dos olhos e enxerguem com nitidez nos olhos dos seus candidatos e vejam neles a intenção, sem eufemismos de palavras, de defender realmente a vida humana desde a sua concepção até o seu final natural, que eles e elas mostrem nos seus programas de governo e nos seus projetos legislativos a vontade política de promover a natureza e a finalidade social da família brasileira fundada sobre o casamento entre o homem e a mulher, e que respeitem de verdade a inteligência dos cidadãos, não enganando-os mais com palavras e slogans políticos vazios.

Votar conscientemente é um direito e não só um dever político! Enganar conscientemente e “marqueteiramente” os eleitores é um crime contra a nação! Governar e legislar a favor da Vida Limpa, sem manchas ou poças sanguinolentas, é a esperança dos milhões de eleitores que são a favor da vida do brasileiro!

O Autor é Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e médico-pediatra.





Fonte: Veritatis

sábado, 4 de setembro de 2010

Os livros proféticos da bíbliaLivros Proféticos

Os livros proféticos da bíbliaLivros Proféticos




Introdução: Profeta (grego) - aquele que fala em nome de ..., aquele que prediz o futuro e interpretar o presente. Nabi (hebraico) - o que é chamado. Livros Proféticos - são os livros que contém os escritos e a pregação dos profetas, que desempenham função fundamental no meio do povo de Deus.



Divisão dos livros proféticos: Profetas Maiores - Isaías, Jeremias (lamentações, Baruc - alguns colocam como um profeta maior por ter sido escrito por um secretario de Jeremias, é considerado menor pelo tamanho), Ezequiel e Daniel;



Profetas Menores- ( Não são chamados menores pela importância mas pelo escrito pequeno) Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.



Estilo Profético:



Os profetas eram antes de tudo pregadores, raramente escreviam, por isso torna-se manifesto que os oráculos e sermões dos profetas foram preservados pelos seus discípulos, que os editaram. O processo de composição é lento e gradual, muitas vezes o seu plano é um pouco vago.



Mensagem do Profeta:



O ponto de partida da vocação profética está numa profunda experiência de Deus. O profeta faz uma leitura dos sinais dos tempos, por isso é que muitas vezes sua mensagem se centra no âmbito social e político. Denunciam os erros do povo e das autoridades: Idolatria, misticismo, ritualismo, culto vazio, falsos profetas, sacerdotes infiéis, pecados da monarquia, imoralidade dos comerciantes, avareza e cobiça dos latifundiários ...



Lamentações



Coleção de 5 cânticos, que choram a queda da cidade Santo Jerusalém em 587 a C. Os quatros. Cânticos de luto, que foi composto pelos judeus que permaneceram no pais após a destruição de Jerusalém.



Primeiro Cântico - O poeta e a cidade personificada lamentam a destruição de Jerusalém; reconhecem a culpa do povo.



Segundo Cântico - O autor lastima a punição de Jerusalém e exorta a cidade à penitencia, Jerusalém pede misericórdia.

Terceiro Cântico - O autor descreve a sua dor diante da desgraça de Jerusalém e sua esperança na Misericórdia divina.

Quarto Cântico - Fala mais uma vez da ruína de Jerusalém castigada segundo a Justiça.



Quinto Cântico - Tem forma de oração (A Vulgata Latina diz que é o cântico de Jeremias). Implora o auxilio de Deus para a ruína de Jerusalém prediz a ruína de Edon povo vizinho de Judá.



Atribui a Jeremias a autoria apoiando-se em II Cr 35,25, mas hoje não se aceita mais pelo argumento de que este estilo poético não se enquadra no estilo espontâneo de Jeremias. Se atribui a algum autor anônimo, teria sido redigido na terra santa, escrito para celebrar este momento da queda de Jerusalém. A igreja lê o livro nos últimos dias da Semana Santa para relembrar o drama do Calvário. É de notar que estes Cânticos fúnebres são perpassados por vivo sentimento de arrependimento e de inabalável confiança em Deus.



Daniel



Hebraico = Deus é meu Juiz - Judeu. Divide-se em duas partes: Canônica (1-12) e Deuterocanonica (13-14).



Canônica divide-se em:



(1-6) Narrativa - Daniel é um hebreu deportado para a Babilônia levado para a corte de Nabucudonosor, onde recebeu o nome de Baltazar, foi fiel a lei de Deus mesmo em ambiente Pagão, onde Deus cumulou-o com dons diversos de sabedoria se tornando um homem notável. Daniel embaraçava o Rei e os seus sabios, onde o Rei reconhecia direta ou indiretamente a santidade do Deus de Daniel. Julga-se que os capítulos de 2-6 foi incluído posterior a Daniel para incutir a confiança em Deus, porque os reis sírios ameaçavam os Judeus para não obedecer a Lei do Senhor.



(7-12) Apocalíptica - O que significa está realidade apocalíptica é porque os povos Judeus eram ameaçados por sírios pagãos. Um autor piedoso quis despertar a esperança e a paz, falando de uma libertação messiânica. Deus interviria nesta situação de opressão dos povos pagãos, instaurando a justiça e a ordem devida, os que ficassem fieis seriam recompensado.



Deuterocanonica - fala da historia de Suzana, uma jovem que Daniel salva por sua sabedoria; a historia dos sacerdotes de Bel, que Daniel desmascara; O dragão que Daniel mata.

Baruc.



Baruc - Bento. Foi companheiro, escriba de Jeremias. Acompanhou Jeremias durante a queda da Cidade Santa.



Baruc de 1-5 é uma coletânea de três peças que supõem o povo de Judá exilado na Babilônia.



As características do livro: Especialmente o louvor à Sabedoria) Br 3,9-4,4; Exortação aos exilados para que não caiam na idolatria do ambiente Babilônico; Chama atenção para a inércia dos ídolos. “Por conseguinte, não os temais”; “Como crer ou dizer que são deuses”; “Quem não vê que não são deuses?”.



O Autor não é Jeremias como geralmente reconhecem os estudiosos. Autor anônimo.



Amós É o mais antigo dos profetas (780-750). Nasceu em Técoa, aldeia ao Sul de Belém (Judá). Dedicava-se a cuidar de gado (Pastor). Deus o chamou a ser profeta em Israel. Homem simples de linguagem franca e rude. Profetizou sobre Jaboatão II - Monarca que tinha lucro na construção das casas, depravação dos costumes, culto idolátrico. Amós censurou os vícios e predisse a salvação para os bons.



Nesse período o Norte e o Sul vivem um grande crescimento econômico e as elites acumulavam muitos bens enquanto boa parte da população vivia na pobreza. Falou contra a hipocrisia e a incoerência de vida.



Oséias (735 - 725): Único profeta nascido no reino do Norte.



O livro se divide em duas partes: 1. As relações de Javé e Israel são simbolizadas pelo casamento de Oseias. Casa com uma mulher leviana (Gomer) que engana; cai na escravidão, depois de abandonar Oseias, mas é resgatada pelo próprio. Significa a união do Senhor com seu povo, violada por Israel pela infidelidade cultuando deuses Cananeus. 2. Israel é censurada pela sua distorção política e religiosa no passado e no presente, e encerra o livro com uma liturgia penitencial.



Usa muito o termo Hesed: Misericórdia, Amor e Bondade de Deus.Deus exige Amor e não sacrifício (Os 6,6).



O centro de seu livro é a imagem do casamento, análoga ao relacionamento de Deus com Israel: Israel é como uma prostituta pois adora Baals (outros deuses), mas Deus é a pura Misericórdia e perdoa Israel.



É o primeiro livro da Bíblia a usar de forma clara a imagem do amor esponsal.



Miqueias - Profetizou sob Joatã, Acaz e Ezequias, reis de Judá. Miqueias não poupa os gananciosos, os credores sem comparação, os comerciantes fraudulentos, as famílias divididas, os sacerdotes e profetas cobiçosos, os chefes tirânicos, os Juizes venais. Principal ponto - 6,8 - praticar a Justiça, amar com misericórdia e proceder humildemente diante de Deus.”



Sofonias - Exerceu sua atividade sob o piedoso rei Josias. Censurou o culto de falsos deuses, modas estrangeiras, injustiça sociais. Mensagem principal é o anuncio do dia do Senhor.



Naum - O livro começa por um salmo. Natural de Elcós, cidade desconhecida, trata da queda de Ninive. O salmo descreve a esplendorosa manifestação de Javé, exprime o calor da alma de Israel diante do seu inimigo tenaz, o povo assírio.



Isaias - (770-687ac) Era filho de uma família ilustre de Jerusalém erudito poeta e estilista. Foi chama do a Ser profeta em 740. Foi conselheiro dos reis Joatã, Acaz e Ezequias em uma época de grande infidelidade do povo e da corte. Este livro é atribuído a escola de Isaias. Isaias pelas profecias messiânicas é considerado o “Evangelista do Antigo Testamento”.



Dividido em 3:



1. Isaias (1-39) provavelmente do tempo do profeta;



Supõe que é descrito uma condição histórica em que viveu o profeta Isaias. É uma coleção de dizeres, dispostas sem estrita ordem cronológica, contem notáveis profecias messiânicas. Em (Is 7,10-25) o messias aparece com Emanuel, que a de nascer de uma Jovem (Virgem); em (9,1-7) nasce o Menino prometido como “Admirável conselheiro, Deus forte, Pai do século futuro, Príncipe da Paz”. (11,1-9) o trono de Davi floresce e produz um rebento, que é o Messias, este faz descer sobre a terra a plenitude do Espirito do Senhor e cumpre as promessas de restauração da natureza violentada pelo pecado. Por tudo isto é considerado uma dos maiores profetas do Antigo testamento.



2. Isaias (40-45) exílio da babilônia;



De autores anônimos, estes pregaram e escreveram na Babilônia, anunciando aos Israelitas ai deportados a iminente libertação e a volta à terra Santa.



Pontos falados: - Jerusalém e o templo estão destruídos e a sua restauração é profetizada. - A nação que retém os Judeus é a babilônia, opulenta e arrogante, mas prestes a cair em ruínas. - Os leitores são estimulados à confiança e à alegria, pois se aproxima o fim do exílio (41,10-13).



Aqui estão os quatro “Cânticos do Servo de Javé”, que falam da expiação prestada por um Servo inocente em favor dos seus irmãos pecadores. São profecias messiânicas, que projetam nova luz sobre o sentido do sofrimento; este pode recair sobre os justos, que assim prestam satisfação pelos pecados alheios. Estes cânticos é dividido do seguinte modo:



A vocação do Servo de Javé Is 49,1-6; Os predicados do Servo de Javé Is 42,1-4; A ingrata missão do Servo de Javé Is 50,4-9; A morte e a glorificação do Servo de Javé Is 52,13-53,12

3. Isaias (56-66) após o exílio, na época da restauração do povo em sua terra.



Trata de consola r e exortar os judeus recentemente repatriados do exílio. Israel de novo na terra santa constitui uma nova comunidade religiosa; parece, porém, que é infiel à Lei do Senhor; está desanimado dos obstáculos que se opõem à reconstrução do Templo e da Cidade Santa; o profeta fala da Nova Jerusalém todas as profecias sobre elas.



Pontos fundamentais: - Jerusalém se encontra parcialmente povoada mas não devidamente reconstruída; - as cidades menores ainda estão devastadas; - O templo ainda esta em ruínas apesar de si pensar em reconstruir; - o chefe das comunidades se preocupam mais consigo do que com o povo; mas o profeta diz que o Senhor mandará salvação.



Habacuc - É um profeta que não pode ser chamado por homônimo de Daniel. O Ponto principal do seu livro é “Por que o ímpio prevalece contra o justo e insolentemente o oprime?”. O Justo vive pela sua fidelidade.



Ageu - Da inicio ao ultimo período dos profetas, período pós-exilio que a ter uma linguagem de restauração diferente de antes do exílio que era censura e ameaça de castigo, durante o exílio era consolação.



Ageu acompanha o povo após o exílio da Babilônia. Diante das ameaças de desanimo o profeta da reconstrução do templo. Fala que está reconstrução é condição da vinda de Javé e do seu reino.



Zacarias - Após a profecia de Ageu aparece Zacarias que se refere a oito visões do profeta que tratam da salvação e da restauração de Israel, seguem também oráculos messiânicos (1-8) é considerado de autoria de Isaias. De (9-14) é muito diferente são anônimos, falam de fatos históricos difíceis de precisar e a ultima parte é como um apocalipse que descreve a gloria de Jerusalém dos últimos tempos.



Malaquias - Significa “meu mensageiro”. O livro consta de seis seções onde se tem o mesmo esquema que é: o Senhor lança uma afirmação, e o povo e os sacerdotes a contestam, mas Deus sustenta. O Profeta anuncia o Dia do Senhor, que purificará sacerdotes e levitas, punirá o mau e concederá ao Justo o triunfo.



Abdias - É o mais curto dos livros proféticos e um dos mais difíceis, foi dirigido contra Edom, povo vizinho de Judá, sob rei Jorã. O livro exalta a justiça e o poder de Javé, que age como defensor do direito.





Joel - Possui duas partes:





1. 1,2 - 2,27 - refere-se a uma invasão de gafanhotos que flagela Judá e da ocasião para uma liturgia de suplica e luto a resposta do Senhor é fartura e reconstrução.



2. 2,28-3,21 - refere-se ao Dia do Senhor caracterizado pela efusão do espirito.







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por Escola de Formação Shalom

Como escutar a Palavra de Deus

Como escutar a Palavra de Deus


Na parábola do semeador Jesus mostrou como há diversas maneiras de se receber a palavra de Deus, que ele compara com uma semente. Segundo Santo Agostinho, “escutar a palavra de Deus é como se alimentar de Cristo”. Ele explicava que há duas mesas na Igreja: a mesa da Eucaristia e a mesa da Palavra. Com isto ele patenteava que a Palavra de Deus é um alimento espiritual. Quem bem se nutria desta refeição santificadora era Maria, a irmã de Marta e Lázaro, elogiada por Jesus pelo fato de O escutar atentamente, deixando todos os outros afazeres.

Aliás, o próprio Cristo aconselharia: “Procurai, antes de tudo o reino de Deus e tudo mais vos será dado em acréscimo” (Mt 6,33). Portanto, estar atento à Palavra constitui a melhor parte da vida do batizado. Ao deixar Deus entrar na mente pela sua Palavra, meditando-a profundamente e fazendo dela a força e o sustentáculo de cada instante o cristão age menos pela emoção, mas solidificado em profundas raízes espirituais. Isto porque há então uma conexão admirável dos esforços humanos com o pensamento divino e se colhe um fruto tanto mais saboroso, quanto maior for a docilidade em se acatar as inspirações celestes advindas da Palavra. A grande questão é saber discernir a voz de Deus da voz humana. Ele fala a cada um de maneira diferente. Faz ressoar a sua Palavra por meio de outras pessoas; por meio dos acontecimentos tão repletos dos gestos divinos; das provações de cada hora; mas, sobretudo, é claro, pela Escritura Sagrada ouvida na Liturgia que é o lugar privilegiado no qual Deus se faz ouvir; e, ainda, na conversa pessoal com ele numa leitura bíblica individual. Tanto isto é verdade que a mesma passagem da Bíblia cada vez que é refletida traz novas mensagens para a alma de acordo com suas necessidades naquele momento. O citado Santo Agostinho lia e relia muitas vezes certos trechos da Bíblia para que pudesse entender o que Deus lhe queria comunicar. Quem assim procede percebe a reciprocidade da parte do Espírito Santo que exige uma persistência em querer discernir sua luz que ilumina, guia e salva. Desenvolve-se desta maneira uma amizade pessoal com Deus, a capacidade de perceber as minúcias de seus recados, que, muitas vezes, parecem interpelações que cumpre sejam analisadas. Elas dizem a respeito a nós mesmos, aos que estão em nosso derredor e à nossa relação com Ele. Por tudo isto, cumpre que se viva na presença de Deus que quer falar a cada um a cada instante num colóquio repleto de luzes, mas tantas vezes exigente, provocador, requerendo sempre um esforço maior em busca da própria santificação e da do próximo. Com efeito, o ato de escutar a Palavra que gera a fé é não só a escuta da palavra escrita, mas também a escuta da palavra interior pronunciada pelo Espírito Santo no íntimo da consciência. Isto supõe evidentemente empenho existencial que envolva todas as potencialidades humanas, uma vez que é Deus que quer agir em cada um e com cada um. No Evangelho Cristo compara a sua palavra a uma semente que produz mais ou menos abundantemente de acordo com a qualidade do terreno. Esta palavra segundo a Carta aos Hebreus é como a “espada de dois gumes” que “penetra até dividir alma e espírito, junturas e medulas. Ela julga as disposições e as intenções do coração” (Hb 4,12). Eis por que sempre que ouvida com humildade ela é transformante, operando uma cristificação radical Donde ser necessária sempre a atitude de Maria que disse ao Anjo: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). O efeito da Palavra de Deus depende, assim, do empenho de cada um sempre aberto ao diálogo com o Criador. É preciso deixar que a Palavra se apodere inteiramente do coração que vai assim ao encontro com as Pessoas divinas, ou seja, ao diálogo inefável da dileção profunda na qual se responde sinceramente a Deus que fala e que exige uma atitude obediencial. Por este acatamento é que a alma se torna terra boa, produzindo fruto cem por um!

Conêgo José Geraldo Vidigal
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos
fonte:http://www.comshalom.org/formacao

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mensagem Bíblica


15 de junho de 2010





Os cristãos é que devem se adaptar ao Evangelho e não o Evangelho aos cristãos e isso em qualquer parte do mundo




Uma falsa visão da mensagem bíblica é que se percebe na declaração de muitos sobre a Igreja no atual contexto histórico. Quem estuda a História verá que, em todos os tempos, há aqueles que contemplam a Instituição estabelecida por Cristo à beira do abismo. São os alarmistas aos quais falta uma análise profunda dos acontecimentos desde a era apostólica.



Não se pode julgar a situação da Igreja apenas a partir desta ou daquela região e daí se concluir sobre o seu futuro sombrio, mesmo porque em tantas outras regiões o surto religioso é intenso, multiplicando-se, inclusive, nelas as vocações sacerdotais e religiosas. Isso sem se ter em conta que o apostolado dos leigos é hoje também uma realidade fulgente. Dizer que a linguagem da Igreja é moralizante é querer abolir os Dez Mandamentos.



Quem penetra fundo nos escritos do saudoso Papa João Paulo II e do Papa Bento XVI jamais dirá que empregam uma maneira de se comunicar obsoleta, anacrônica e repetitiva, pois são escritos de Papas sadiamente modernos em suas expressões e colocações teológicas. Reformular o Evangelho é impossível e os sucessores de Pedro são fiéis ao que disse Nosso Senhor Jesus Cristo: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram” (Mt 7,13). Dizer que a fé atualmente é na Igreja muito cerebral, abstrata, dogmática e se dirige muito pouco ao coração e ao corpo é um grave equívoco. Com efeito, por ser a fé firme adesão à Palavra de Deus, supondo aceitação, obediência e fidelidade, ela guia o agir humano, mas não a partir de um sentimento cordial.



Cristo foi muito claro: “Não é aquele que diz Senhor, Senhor, que entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do Pai que está nos céus” (Mt 7,21). São Tiago é taxativo: “Que aproveitará, irmãos meus, se alguém tem fé e não tem obras?… Poderá mesmo alguém dizer: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tg 2,18). A fé não é um ato isolado, mas determina a vida moral do homem.



A fé é exigente. Crer na Palavra de Deus é aceitar sem restrições o que Ele revelou e isso requer uma decisiva opção moral firme, decidida. A conduta deve ser coerente com aquilo que se crê. Observa padre Leonel Franca: “O obstáculo principal à fé não está nas dificuldades intelectuais que ela suscita, mas nos sacrifícios que impõe”. Uma das causas do ateísmo no mundo de hoje é exatamente o paradoxo que existe entre aquele que se diz crente e o que ele pratica. O fato de muitos migrarem para cultos orientais ou seitas que não exigem a obediência da fé é justamente porque muitos são os que querem uma religião pão-de-ló e não aquela pregada por Cristo: "Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me" (Mt 15,24).



Então os ditames do Magistério, repetidos à saciedade, sobre o matrimônio, a contracepção, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade, as segundas uniões matrimoniais, não dizem mais nada àqueles que aboliram por conta própria os Mandamentos de Deus e os claros ensinamentos de Cristo. Não é possível dar um tratamento pastoral, sociológico, psicológico e humano a estas questões batendo de frente com as determinações divinas. Os cristãos é que devem se adaptar ao Evangelho e não o Evangelho aos cristãos e isso em qualquer parte do mundo. O fenômeno do ateísmo no mundo moderno não pode ser tratado de uma maneira epidérmica e hoje a religiosidade é um fato inegável por parte daqueles que não procuram na negação de Deus um apoio para seus desvios morais e uma licenciosidade calamitosa.



Os profetas do caos inclusive anunciam que a vitalidade incontestável da Igreja no Terceiro Mundo é equívoca e já prenunciam sua derrocada. Ao contrário, estas novas realidades eclesiais são expressão viva da perene juventude da Igreja, desta Igreja cuja perenidade está, de fato, garantida por seu Fundador: “As portas do inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mt 15,18).



Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos


Fonte: Canção Nova

Setembro mês da Biblia

Setembro mês da Bíblia
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Nela, vamos encontrar os desejos e as intenções de Deus para conosco
"Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4,4).

A "Bíblia é o Livro dos livros. É a obra mais conhecida em todo o planeta. Também conta com o maior número de traduções dentre todas as obras existentes e está presente no maior número de nações. No entanto, nem sempre nos relacionamos com ela do jeito mais ideal. Estamos no início do mês de setembro, o conhecido e celebrado Mês da Bíblia. É mais uma oportunidade para examinarmos nossa vida e vermos qual é o valor que estamos dando a este livro tão especial e tão importante para todos os que seguem a Jesus, como Caminho, Verdade e Vida.

Bíblia: Testamento de amor!
Este livro é um verdadeiro testamento. E o que é um testamento? É uma carta na qual se colocam as coisas mais íntimas, mais sinceras e mais profundas. É onde se fala com o coração e são relatados os "últimos" desejos de alguém. É onde o pai "divide" os bens entre os filhos e amigos. É o meio pelo qual nós fazemos pedidos e recomendações.

A Bíblia é o Testamento de Amor, a Carta de Amor que Deus Pai deixou para toda a humanidade. É nela que nós vamos encontrar os desejos e as intenções de Deus para conosco. É nela que podemos encontrar as recomendações e os tesouros que Deus tem para nos oferecer. Se nós não abrirmos a ela e não lermos esta "Carta de Amor", não ficaremos sabendo da amizade íntima que Deus quer ter conosco "desde o nascer ao pôr-do-sol".

Pedindo sempre a luz do Espírito Santo e vencendo toda e qualquer preguiça, busquemos ler com fé o Livro Sagrado. E a cada letra, a cada palavra, vamos perceber e ouvir a Voz de Deus que fala ao nosso coração. Nenhuma pessoa consegue sobreviver sem "arroz e feijão", ou seja, sem alimento. Da mesma forma que nenhum seguidor do Senhor consegue viver sem o Alimento da Palavra. Quanto mais intimidade tivermos com ela, tanto mais intimidade teremos com o próprio Senhor. E aí veremos as graças acontecerem como verdadeiros rios de Água Viva, porque a Bíblia é o grande, único e verdadeiro Testamento de Amor.
fonte - canção nova

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A salvação

A Salvação

A Liturgia propõe hoje o tema da SALVAÇÃO.
A Salvação é um dom, que Deus oferece a todos,
mas a porta para entrar no Reino é estreita.

As leituras bíblicas aprofundam esse tema:

Na 1a Leitura, o Profeta fala de uma Comunidade Universal.
Todas as nações são chamadas a integrar o Povo de Deus:
"Eu virei para reunir os homens de todos os Povos;
eles virão e verão a minha glória". (Is 66,18-21)
E acrescenta algo inaudito: "Escolherei estrangeiros devotos ao meu nome...
e os enviarei como missionários para anunciar a minha salvação".

A 2ª Leitura afirma que o homem encontra a Salvação em Deus e
deve deixar-se guiar por ele, que, como Pai, corrige e repreende
os que se desviam do bom caminho da Salvação para que alcancem
a meta final, a herança reservada a seus filhos. (Hb 12,5-7.11-13)

No Evangelho, Jesus trata do mesmo tema. (Lc 13,22-30)

- Começa com uma pergunta dirigida a Jesus:
"São muitos os que se salvam?"
Os judeus estavam convencidos de que só povo de Israel se salvaria...

- Jesus não responde à pergunta, dizendo o NÚMERO dos que se salvam...
Prefere revelar o CAMINHO para a salvação.
Fala que o banquete do "Reino" é para todos.
No entanto, não há entradas garantidas, nem bilhetes reservados
e estreita é a porta para entrar nele.

- Complementa o pensamento com uma pequena PARÁBOLA:
Um Senhor oferece um banquete.
Todos podem tomar parte, porque é de graça. Todos procuram entrar.
Alguns passam, outros não conseguem. A um certo ponto a porta se fecha.
- Quem está dentro? Os patriarcas... os profetas...
e uma multidão incontável, vinda de todos os lados...
- Quem está fora? Um grupo que conheceu o Senhor e
pretende entrar de qualquer jeito, expondo os seus motivos:
"Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste em nossas praças".
E o Senhor não abre a porta e os manda embora...
Não basta o privilégio de pertencer ao povo eleito...

- E, aos "convencidos" de ter a salvação garantida, conclui com um alerta:
"Não vos conheço..."

+ A Salvação é oferecida para todos,
independentemente de raça, de condição social, econômica ou religiosa...
Deus oferece gratuitamente a Salvação, mas espera nossa resposta,
o nosso compromisso com os valores do Evangelho.
Basta acolher essa oferta, aderir a Jesus e entrar pela "porta estreita".
* Mas para muitos, a "porta estreita" não é muito popular...
A felicidade se encontra no poder, no êxito, na exposição social,
nos cinco minutos de fama que a televisão proporciona, no dinheiro...

Para passar pela PORTA ESTREITA, são necessárias duas coisas:
- Desfazer-se de muitas "gorduras", de tanta coisa desnecessária...
- Tornar-se pequeno, simples, humilde, servidor, como criança:
"Quem não se fizer como criança não terá lugar no reino de Deus".
Os de grande estatura e os gordos não passam...

+ Um alerta:
Não haverá privilegiados, entradas garantidas, bilhetes reservados...
O ser cristão não é um meio mágico de salvação;
ela é o resultado do encontro entre o esforço humano e o dom de Deus.
Para salvar-se, não basta entrar na Igreja uma vez pelo Batismo,
mas querer entrar todos os dias pela "porta estreita"
da fidelidade à mensagem de Cristo e do Evangelho.

- Naquela hora, não haverá desculpas:
Sou católico desde criança... Vou à missa todos os domingos,
confesso com freqüência, pago sempre o dízimo, ajudo a Igreja...
Sou amigo do Padre... do Bispo...
Fiz o cursilho... o seminário da RCC... sou membro do Apostolado...

- Naquela hora, poderá ter surpresa:
"Não sei de onde vocês são... afastem-se de mim...
Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos."
= Estranhos entrando na glória e "praticantes" excluídos do banquete...

+ São muitos os que se salvam?
Jesus não respondeu diretamente à pergunta quanto ao Número,
fala dos Destinatários da salvação e o Caminho para consegui-la":
A "porta estreita" do despojamento e da humildade...

Se olharmos apenas as exigências de entrar pela "porta estreita",
poderíamos ficar preocupados...
Mas sabemos que Deus é mais bondade e misericórdia, do que justiça.
Cristo nos garante: "Eu sou a porta, quem entrar por mim, será salvo..." (Jo 10,9)
E Paulo nos garante uma verdade muito consoladora:
"É vontade de Deus que todos os homens se salvem,
e todos cheguem ao conhecimento da verdade..." (1Tm 2,4)
A porta é estreita, mas está aberta...

Dia do Leigo
Saudamos nesse dia a todos os LEIGOS que escolheram servir à Comunidade.
Obrigado por tanto bem que realizam.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 22.08.2010

Santidade

Santidade


Seres humanos chegam a ser santos travando batalha consigo, com a carne e com o demônio

Fonte: Canção Nova

A santidade é basicamente a estreita união do homem com Deus; desse contacto resulta a perfeição moral. Deus é santo por natureza; os homens são santos na medida em que se aproximam d’Ele. No céu todos os bem-aventurados estão intimamente unidos ao Senhor pela visão imediata d’Ele. Isso é chamado de “visão beatífica”. Todos os que estão no céu atingiram a santidade perfeita.



Um santo canonizado foi alguém que na terra praticou a bondade heróica em todas as suas ações. Note: “em todas as suas ações”. Um homem ou uma mulher não é canonizado por ter uma só virtude. Não é suficiente que ele não tenha faltas salientes. Mesmo uma pequena fraqueza é uma grande falta num santo. Um santo tem um controle perfeito de todas as virtudes. Ninguém tem de desculpá-lo dizendo que ele é um homem bom de coração, mas um homem difícil de suportar; ou que ele tem um senso inflamado da justiça social, mas não é muito de oração.



O santo não faz da sua vida um espetáculo. Começa pelas virtudes sólidas, comuns da vida cristã, e depois as desenvolve até um grau extraordinário. São Vicente de Paulo costumava dizer que “um cristão não deveria fazer coisas extraordinárias, mas sim fazer extraordinariamente bem as coisas ordinárias”.



Seres humanos chegam a ser santos travando batalha consigo, com a carne e com o demônio. Partem do triste estado da nossa fraqueza comum, porém, antes de morrerem, atingem a santidade pela graça de Deus. E isso é possível a todos os batizados.



Os santos não foram pessoas raras e especiais que viveram numa só terra ou numa só época particular. Pertencem a todas as épocas e a todas as nacionalidades. São Policarpo, natural da Ásia Menor, viveu no século II; já São Pio X foi um italiano e um Papa do século XX. Os quatro homens que são chamados os Padres do Ocidente, isto é, Santo Agostinho, São Jerônimo, Santo Ambrósio e São Gregório Magno, eram respectivamente da África do Norte, da Iugoslávia e da Itália, e viveram entre os séculos quarto e sexto. Santa Francisca Cabrini era uma freira italiana que fundou hospitais em Nova York e em Chicago, nos Estados Unidos.



Houve mártires em Nagassaki, no Japão, e padres na Rússia, que foram declarados santos pela Igreja Católica. O que é talvez mais surpreendente é a enorme variedade de personalidades entre esses santos. Eram reis e rainhas, sapateiros e agricultores, sacerdotes, bispos, freiras, soldados, juristas, professores, donas-de-casa e mulheres profissionais que se elevaram às alturas da santidade. Nenhuma classe tem o monopólio da santidade, embora talvez bispos e religiosos, por força da sua profissão, tenham chegado mais freqüentemente à santidade.



Então, quando a Igreja Católica pronuncia de modo solene que alguém é um santo, não se apóia apenas na prudência humana, mas pela evidência disso na forma de milagres operados por Deus pela intercessão deste [santo]. Esse é o selo da aprovação divina sobre a santidade da pessoa investigada.



Cristo disse à sua Igreja: “Eis que eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28, 20). E prometeu à Igreja no Cenáculo, na Última Ceia: “Quando vier o Espírito Santo, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,13). Essas são promessas especiais de Cristo para auxílio divino para a Instituição criada por Ele. Por causa dessas promessas, ao canonizar um santo, a Igreja Católica é infalível; isto é, não pode cometer erro – não pode ser transviada por inteiro. Jesus disse a Pedro: “Tudo o que ligares na terra será ligado no céu” (Mt 16, 18).

Felipe Aquino

terça-feira, 31 de agosto de 2010






1 — Protestantes: — Todas as verdades reveladas por Deus encontram-se na Bíblia.
O que diz a Bíblia:
“Há muitas outras coisas que Jesus fez e que, se fossem escritas uma por uma, creio que no mundo inteiro não caberiam todos os livros que teriam que ser escritos”. (Jô 21,25)
“Embora tenham muitas coisas a vos escrever, não quis fazê-lo com papel e tinta. Mas quero ir ter convosco e vos falar de viva voz, para que a nossa alegria seja perfeita”. (3jo13)
“Jesus fez, diante de seus discípulos, muitos outros sinais, que não se encontram escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome”.
2 — Protestantes: — Só a Bíblia contém as regras da fé, não a tradição.
O que diz a Bíblia:
Por conseguinte, irmãos ficai firmes: guardai as tradições que vos ensinamos oralmente ou por escrito. (2Ts 2,2)
“O que de mim ouviste na presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para ensiná-los a outro” (2Tm 2,2).
3 — Protestantes: O único magistério é o da Bíblia. Somente nela se pode crer.
O que diz a Bíblia:
“Ele lhes disse de novo: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Dizendo isto, soprou sobre eles e lhes disse: recebei o Espírito Santo”. (Jo 20 20,21)
“… ide, pois, e fazei com que todas as nações se tornem minhas discípulas, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!” (Mt 28, 19-20).
“Quem vos ouve, a mim ouve, quem vos despreza, a mim despreza e também despreza aquele que me enviou”. (Lc 10, 16).
“Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse”. (Jô 14,26)
4 — Protestantes: A Bíblia é fácil de se entender, quem a lê está livre de erro.
O que diz a Bíblia:
“Isto mesmo ele (Paulo) faz em todas as suas cartas, ao falar nelas desse assunto. Nelas existem pontos difíceis de se entender, que algumas pessoas ignorantes e sem firmeza deturpam, como fazem com as demais Escrituras, para a própria perdição”. (2Pd 3,16)
“Disse então o Espírito a Filipe: Aproxima-te para bem perto do carro. Filipe acelerou o passo. Ouvindo que lia o profeta Isaías, disse-lhe: Porventura, entendes o que lês? Ele respondeu: Como posso entender se não há quem me explique? E convidou Filipe a subir e sentar-se ao lado dele”. (At 8,29-31)
5 — Protestantes: Jesus não estabeleceu autoridade alguma na sua Igreja; pastores e fiéis são todos iguais.
O que diz a Bíblia:
“Em verdade vos digo: Tudo que ligardes na terra, será ligado no céu; e tudo que desligardes na terra, será desligado no céu”. (Mt 18,18)
“Olhai por vós e por todo rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos estabeleceu bispos para apascentar a Igreja de Deus, que ele adquiriu para si pelo sangue do seu próprio Filho”. (At 20,28)
“Aos presbíteros que estão entre vós, exorto eu, que sou presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que há de ser revelada. Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, cuidando dele, não por coação, mas de livre vontade, como Deus quer, nem por torpe ganância, mas por devoção, nem como senhores daqueles que vos couberam por sorte, mas, antes, como modelos de rebanho. Assim, quando aparecer o supremo pastor, recebereis a coroa da glória que não murcha”. (1Pe 5,1-3)
“Nós vos rogamos, irmãos, que tenhais consideração por aqueles que se afadigam no meio de vós, e presidem no Senhor e vos admoestam. Tende para com eles um amor por causa do trabalho que eles executam. Vivei em paz uns com os outros”. (1Ts 5,12-13)
6 — Protestantes: A Igreja Romana no inicio foi a Igreja de Cristo, mas com o passar do tempo vem caindo em erros, abusos e escândalos, demonstrando que ela não é mais a Igreja de Cristo.
O que diz a Bíblia:
“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16, 18-19).
“Se eu tardar, saberás como proceder na casa de Deus vivo: coluna e sustentáculo da verdade”. (1Tm 3,15)
7 — Protestantes: Jesus não constituiu Pedro cabeça da Igreja. Na Igreja não há outra cabeça senão Cristo. Logo não deve haver Papa.
O que diz a Bíblia:
“Depois de comerem, Jesus disse a Pedro: Simão Filho de João, tu me amas mais que estes?
— Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo, respondeu Pedro. Acrescentou Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Uma segunda vez lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? — Sim, tu sabes que eu te amo, confirmou Pedro. Repetiu Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. Pela terceira vez lhe disse Jesus: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro ficou triste por ter lhe perguntado pela terceira vez: Tu me amas? E lhe respondeu: Senhor, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas”. (Jô 21, 15-17) .
“Simão, Simão, Satanás vos procurou para vos peneirar como trigo, mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça, e tu, uma vez convertido, confirma os irmãos”. (Lc 22 31-32)
8 — Protestantes: Jesus não constituiu bispos para governar a sua Igreja. Jesus não deu aos seus apóstolos o poder de ordenar sacerdotes; portanto, o chamado sacerdócio católico não foi instituído por Cristo.
O que diz a Bíblia:
“Olhai por vós e por todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para apascentar a Igreja de Deus, que ele adquiriu para si pelo sangue do seu próprio Filho” (At 20, 28)
“Certo dia, enquanto celebravam o culto do Senhor e jejuavam. Disse o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os destinei. Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e despediram-nos. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram eles a Selêucia, e dali navegaram para Chipre” (At 13, 2-4)
“A ninguém imponhas apressadamente as mãos, não participes dos pecados de outrem. A ti mesmo conserva-te puro” (1Tm 5,22)
“Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi…”(Tt 1,5)
9 — Protestantes: Qualquer um que esteja cheio do espírito evangélico é verdadeiro sacerdote de Cristo e pode pregar seu Evangelho sem necessidade de passar por cerimônias chamadas “ordenações” nem ser enviado por bispo ou papa.
O que diz a Bíblia:
“Portanto todo sumo sacerdote, tirado do meio dos homens, é constituído em favor dos homens em suas relações com Deus. A função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. É capaz de ter compreensão por aqueles que ignoram e erram”. (Hb 5,1-2)
“Mas como poderiam invocar aqueles que não creram? E como poderiam crer aqueles que não ouviram? E como poderiam ouvir sem pregador? E como poderiam pregar se não fossem enviados? Conforme está escrito [Is 57,7]: Quão belos são os pés que anunciam a paz”. (Rm 10, 14-15)
“Portanto, consideram-nos os homens como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (1Cor 3,9)
“Alguém está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor”. (Tg 5,14)
10 — Protestantes: Quem crer em Jesus Cristo como salvador se salva, não é necessário fazer boas obras.
O que diz a Bíblia:
“E se possuir o dom da profecia e conhecer todos os mistérios e toda a ciência e alcançar tanta fé que chegue a transportar montanhas, mas, se não tiver caridade, nada sou”. (1Cor 13,2)
“Não são os que ouvem a Lei que são justos perante Deus, mas os que cumprem a Lei é que serão justificados”. (Rm 2,13)
“Meus irmãos, se alguém disser que tem fé, mas não tem obras, que lhe aproveitará isso? Acaso a fé pode salvá-lo? Se o irmão ou a irmã não tiver o que vestir e lhes faltar o necessário para a subsistência de cada dia, e alguém lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos, e não lhes der o necessário para a manutenção, que proveito haverá nisso? Assim também é a fé, se não houver obras, será morta em si mesma. De fato alguém poderá objetar-lhe: Tu tens fé e eu obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a fé pelas obras. Tu crês que há um só Deus? Ótimo! Lembra-te, porém, de que também os demônios crêem, mas estremecem. Queres, porém, ó homem insensato, a prova de que a fé sem obras é vã? Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas suas obras quando ofereceu sobre o altar Isaac, seu filho? Já vês que a fé concorreu para as suas obras e pelas obras é que a fé se realizou plenamente. E assim se cumpriu a Escritura que diz que Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça e ele foi chamado amigo de Deus. Estais vendo que o homem é justificado pelas obras e não simplesmente pela fé. Da mesma maneira também Raab, a meretriz, não foi justificada pelas obras, quando acolheu os mensageiros e os fez voltar por outro caminho? Com efeito, como o corpo sem o sopro da vida está morto, assim também é morta a fé sem obras”. (Tg 2,14-25)
11 — Protestantes: Jesus morreu pela salvação de todos; logo é fazer injuria a Cristo dizer que são necessárias nossas obras para a salvação, como se a redenção não fosse suficiente. A fé em Jesus é que nos merece o Reino do Céu, não as obras.
O que diz a Bíblia:
“O Filho do Homem há de vir na sua glória do seu Pai, com os anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com o seu comportamento”. (Mt 16,27)
“ Aí alguém se aproximou dele e disse: Mestre, que farei de bom para ganhar a vida eterna? Respondeu: Por que perguntas sobre o que é bom? O Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. Aquele lhe perguntou: Quais? Jesus respondeu: Estes: Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe então o moço: Tudo isso tenho guardado, que me falta ainda? Jesus respondeu: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mt 19, 16-21)
12 — Protestantes: Jesus não está realmente na Eucaristia, nem quis ele dar-nos a sua carne e o seu sangue para comermos e bebermos. Isso é um absurdo forjado pela Igreja de Roma. Não há prova alguma na Bíblia de que Jesus haja estabelecido o que os católicos chamam sacrifício da missa, nem que os apóstolos hajam celebrado esta cerimônia.
O que diz a Bíblia:
“Em verdade, em verdade vos digo;aquele que crê, tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão, viverá eternamente. O pão que eu darei, é a minha carne para a vida do mundo. Discutiam entre si os judeus dizendo: Como pode este homem dar-nos a sua carne para comer? Jesus lhes respondeu então: Em verdade , em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberes o seu sangue, não tereis a vida em vós.Quem come a minhas carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. Quem come da minha carne e bebe do meu sangue, permanece em mim e eu nele” (Jô 6,47-56)
“Com efeito, eu mesmo recebi do Senhor o que transmiti: na noite em que ia ser entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isso em memória de mim. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim”. (1Cor 11,27-29)
“Assim, pois, quem come o pão e bebe do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o corpo [do Senhor], come a própria condenação” (1Cor 11,27-29)
“O cálice da benção que abençoamos, nãoi é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é o corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único pão”. (1Cor 10,16)
“Trabalhei não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna na, alimento que o Filho do Homem vos dará, pois Deus, o Pai, o marco com seu selo”. (Jô 6, 27)
“Assim lhes disse: Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá forme e o que crer em mim nunca mais terá sede”. (Jô 6, 35)
“Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo para o Pai, aquele que comer de mim viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Ele não é como o que os pais comeram e pereceram; quem come deste pão viverá para sempre”. (Jô 6, 57-58)
13 — Protestantes: A crença no purgatório não tem fundamentação bíblica.
O que diz a Bíblia:
“Assume logo uma atitude conciliadora com teu adversário, enquanto estas com ele no caminho, para que teu adversário não te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça, e assim sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: Dali não sairás, enquanto não pagares até o último centavo”. ((Mt 5, 25-26)
“Cada um veja como constrói. Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso do que foi posto: Jesus Cristo. Se alguém sobre esse fundamento constrói com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, a obra de cada um será posta em evidência. O Dia a tornará conhecida, pois ele se manifestará pelo fogo e o fogo provará o que vale a obra de cada um. Se a obra construída sobre o fundamento subsistir, o operário receberá uma recompensa. Ele mesmo, entretanto, será salvo, mas, como que através do fogo”. (1Cor 3,10-15)
14 — Protestante: Só Deus perdoa os pecados, ele não concedeu aos padres católicos o poder de perdoá-los.
O que diz a Bíblia:
“Dizendo isto, Jesus soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados, aqueles aos quais não os perdoardes, ser-lhe-ão retidos”. (Jô 20,22-23).
“Em verdade vos digo: tudo o que ligardes na terra será ligado no céu e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu”. (Mt 18,18).
“Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Jesus e nos confiou o ministério da reconciliação”. (2Cor 5,18).
“Muitos dos que receberam a fé, vinham confessar as suas práticas supersticiosas”. (At 19,10)
“Vendo o ocorrido, isto é, perdão dos pecados do paralítico, as multidões…glorificaram a Deus que deu tal poder aos homens”. (Mt 9,8).
15 — Protestantes: Em nenhuma parte da Bíblia se encontra, como ensinamento divino, a lei do celibato no ministério pastoral.
“A propósito das pessoas virgens não tenho preceito do Senhor; mas posso dar conselho, porque obtive do Senhor a misericórdia de ser digno de fé. Creio, pois, que, por causa das angustias do presente, é bom que o homem fique assim. Estás livre de mulher? Não procures mulher. Se te casares, não pecarás, se uma virgem se casa, não peca; mas essas pessoas sofrerão as tribulações da vida matrimonial, que eu quisera poupar-vos”. (1Cor 7,25-28).
“Eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma, a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura agradar o marido. Digo-vos isto pelo vosso interesse, não para armar ciladas, mas para que façais o que é mais nobre e possais permanecer junto ao Senhor sem distrações”. (1Cor 7,32-35).
“Digo às pessoas solteiras e às viúvas que é bom ficarem como eu” (1Cor 7,8).
“Jesus lhes disse: Em verdade eu vos digo, não há quem tenha deixado casa, mulher, irmãos, pais e filhos por causa do Reino de Deus, sem que receba muito mais neste tempo e, no mundo futuro, a vida eterna”. (Lc 18,29-30)
“Ele acrescentou: Nem todos são capazes de compreender essas palavras, mas somente aquele a quem é concedido. Há eunucos que nasceram assim, desde o ventre materno. Há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem tiver capacidade para compreender, que compreenda”. (Mt 19,11-12).
16 — Protestantes: O matrimonio não é um sacramento instituído por Jesus.
O que diz a Bíblia:
“Alguns fariseus aproximaram-se dele, querendo pô-lo à prova. Perguntaram-lhe: è lícito repudiar a própria mulher por qualquer motivo que seja? Ele respondeu: Não lestes que desde o principio o Criador os fez homem e mulher? E disse: Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto não separe o homem que Deus uniu”. (Mt 19,3-6) ver também (Mc 10,2-12)
Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem me mulher. Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”. (Gn 1, 27-28)
“E, vós maridos, amai as vossas mulheres como Cristo amou a sua Igreja e se entregou por ela, … pois ninguém jamais quis mal a própria carne, antes a alimenta e cuida dela, como também fez Cristo com a sua Igreja, … É grande este mistério, refiro-me à relação entre Cristo e sua Igreja”. (Ef 5, 25-29)
17 — Protestantes: É um absurdo teológico ensinar ou crer que Deus tem mãe; logo Maria não pode ser chamada mãe de Deus. O culto que os católicos tributam a Maria, é contrária a Bíblia.
O que diz a Bíblia:
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! Ela ficou intrigada com estas palavras, e pôs-se a pensar qual o significado daquela saudação. O anjo acrescentou: Não temas, Maria. Encontras-te graça junto de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o deu reino não terá fim. Maria, porém, disse ao anjo: Como pode acontecer isso, se eu não conheço homem algum? O anjo lhe respondeu: O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho do Altíssimo. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice, e este é o sexto mês [de gestação] para aquela que chamavam de estéril. Para Deus, com efeito, nada é impossível. Disse então Maria: Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo retirou-se”. (Lc 1, 26-38)
“Com grande grito exclamou [Isabel] : Bendita és tu entre as mulheres, bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?”. (Lc 1,1-41).
18 – Protestantes: Deus proibiu terminantemente no decálogo esculpir estátuas ou imagens.
O que diz a Bíblia:
“Farás um propiciatório de ouro puro, 125 cm de comprimento e 75 cm de largura. Farás dois querubins de ouro polido, nas duas extremidades do propiciatório, um de um lado do outro lado, de modo que os querubins estejam nos dois extremos do propiciatório. Os querubins com as asas estendidas por cima estarão encobrindo o propiciatório, um de frente do outro, voltados para o propiciatório. Porás o propiciatório sobre a arca, e dentro da arca o documento da aliança que te darei. Ali me encontrarei contigo, e de cima do propiciatório, no meio dos dois querubins colocados sobre a arca da aliança, eu te comunicarei o que eu ordenar aos israelitas”. (Ex 25, 10-22).
“O Senhor respondeu-lhe: “Esculpi uma serpente venenosa e colocai-a sobre um poste. Quem for mordido por uma víbora e contemplar a serpente esculpida viverá. Moises obedeceu, fez uma serpente de bronze e a colocou sobre um poste; se alguém era mordido por uma víbora, contemplava a serpente de bronze e vivia. (Nm. 21, 8-9)
“ Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem”. (Jô 3, 14).
19 — Protestantes: A invocação aos anjos e santos é contrária à Bíblia, não devemos invocá-los.
O que diz a Bíblia:
“… que o anjo que me salvou de todo mal abençoe estas crianças, nelas sobrevivam o meu nome e o de meus pais, Abraão, Isaac, que elas cresçam e se multipliquem sobre a terra!”. (Gn 48,16).
“Pecamos contra o Senhor e contra ti. Intercede junto ao Senhor para que afaste de nós estas serpentes. Moisés intercedeu em favor do seu povo”. (Nm 21,7)
“Eu vos peço, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor do Espírito Santo, que luteis comigo nas orações que fazeis por mim a Deus”. (Rm 15, 30)
“… orai uns pelos outros, para que sejais curados. A oração fervorosa do justo tem grande poder. Assim Elias, que era um homem semelhante a nós, orou com insistência para que não chovesse, e não choveu na terra durante três anos e seis meses. Em seguida tornou a orar e o céu enviuo sua chuva e a terra voltou a produzir fruto”. (Tg 5,16-18)
20 — Protestantes: Os santos do céu nada sabem sobre nós; por conseguinte, ignoram os nossos pedidos; é inútil invocá-los.
O que diz a Bíblia:
“Com orações e súplicas de toda sorte, orai por todo tempo, no Espírito, e para isso vigiai com absoluta perseverança e súplicas por todos os santos”. (Ef 6,18)
Ao receber o livro, os quatro Seres vivos e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, cada qual com uma cítara e taças de ouro cheias de incenso, que são orações dos santos, …” (Ef 6,18)
“Moises, porém, suplicou ao Senhor, seu Deus, e disse: Por que , ó Senhor, se acende a tua ira contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? — O Senhor, então, desistiu de aplicar o castigo com o qual havia ameaçado o povo”. (Ex 32, 11-14).
“No dia seguinte, Moisés disse ao seu povo: Vós cometestes um pecado grave. Todavia, eu vou subir ao Senhor; talvez consiga expiar o vosso pecado.”(Ex 32,30)
“Os filhos de Israel tiveram medo dos filisteus. Não cesses de invocar o Senhor nosso Deus, para que ele nos livre das mãos dos filisteus”. (1Sm 7,7-8).
“Irmãos, eu vos peço, por nosso Senhor Jesus Cristo, que luteis comigo nas orações que fazeis por mim.” (Rm 15,30).
“Orai por nós, irmãos”. (1Ts 5,25)
“ não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos no céu vêem continuamente a face do meu Pai que está nos céus”. (Mt 18,10).
“Orai por nós, porque estamos convencidos de que possuímos uma boa consciência, e com a vontade de viver bem em tudo”. (Hb 13,18).
21 — Protestantes: Não temos garantia de que os anjos e santos no céu pedem por nós, ignorância invocá-los para que intercedam por nós.
O que diz a Bíblia:
“Então falou o anjo do Senhor dos exércitos: Até quando demorarás ainda a ter piedade de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estás irado há setenta anos”. (Zc 1,12)
“Ao receber o livro, os vinte quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, cada um com uma cítara e taças cheias de incenso, que são as orações dos santos, …” (Ap 5,8)
Remate: — Os protestantes, nas suas centenas de denominações, não aceitam a Igreja Católica como a única verdadeira, isto é, que ela não ensina a verdade: evidente. Os protestantes afirmam que base da sua fé se encontra a na Bíblia. Ora, se as Igrejas protestantes não dão credibilidade a Igreja Católica, por que então aceitam a Bíblia com fundamento da sua fé? Durante mil e quintos anos, quem preservou a Bíblia e de modo especial o Novo Testamento — porque os judeus preservaram o Velho Testamento — foi tão somente a Igreja Católica Apostólica Romana até a invenção da imprensa por Guttemberg. A Igreja Católica confiou aos monges beneditinos as cópias manuscritas das páginas da Bíblia durante séculos. A Igreja Católica se não fosse verdadeira, merecedora de confiança, poderia muito bem ter manipulado a Bíblia de acordo com o seu interesse, principalmente o Novo Testamento. Foi a Igreja Católica, iluminada pelo Espírito Santo, que separou nos primeiros séculos os Evangelhos autênticos dos apócrifos. Martinho Lutero, ex-frade agostiniano, o primeiro a se rebelar contra a Igreja Católica, uso da Bíblia Católica para fundamentar a sua reforma protestante. Se a Igreja Católica não merece credibilidade, então por coerência, a Bíblia que todos nós conhecemos também não merece.
Jesus disse: “E eu te digo: tu és Pedro e sobre está pedra construirei a minha Igreja…”. Ele falou a minha Igreja e não as minhas Igrejas.
“Há um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo”. (Ef 4,5)