“Quando rezamos, falamos com Deus. Quando lemos a Sagra Escritura, Deus fala conosco.” Santo Isidoro

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A salvação

A Salvação

A Liturgia propõe hoje o tema da SALVAÇÃO.
A Salvação é um dom, que Deus oferece a todos,
mas a porta para entrar no Reino é estreita.

As leituras bíblicas aprofundam esse tema:

Na 1a Leitura, o Profeta fala de uma Comunidade Universal.
Todas as nações são chamadas a integrar o Povo de Deus:
"Eu virei para reunir os homens de todos os Povos;
eles virão e verão a minha glória". (Is 66,18-21)
E acrescenta algo inaudito: "Escolherei estrangeiros devotos ao meu nome...
e os enviarei como missionários para anunciar a minha salvação".

A 2ª Leitura afirma que o homem encontra a Salvação em Deus e
deve deixar-se guiar por ele, que, como Pai, corrige e repreende
os que se desviam do bom caminho da Salvação para que alcancem
a meta final, a herança reservada a seus filhos. (Hb 12,5-7.11-13)

No Evangelho, Jesus trata do mesmo tema. (Lc 13,22-30)

- Começa com uma pergunta dirigida a Jesus:
"São muitos os que se salvam?"
Os judeus estavam convencidos de que só povo de Israel se salvaria...

- Jesus não responde à pergunta, dizendo o NÚMERO dos que se salvam...
Prefere revelar o CAMINHO para a salvação.
Fala que o banquete do "Reino" é para todos.
No entanto, não há entradas garantidas, nem bilhetes reservados
e estreita é a porta para entrar nele.

- Complementa o pensamento com uma pequena PARÁBOLA:
Um Senhor oferece um banquete.
Todos podem tomar parte, porque é de graça. Todos procuram entrar.
Alguns passam, outros não conseguem. A um certo ponto a porta se fecha.
- Quem está dentro? Os patriarcas... os profetas...
e uma multidão incontável, vinda de todos os lados...
- Quem está fora? Um grupo que conheceu o Senhor e
pretende entrar de qualquer jeito, expondo os seus motivos:
"Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste em nossas praças".
E o Senhor não abre a porta e os manda embora...
Não basta o privilégio de pertencer ao povo eleito...

- E, aos "convencidos" de ter a salvação garantida, conclui com um alerta:
"Não vos conheço..."

+ A Salvação é oferecida para todos,
independentemente de raça, de condição social, econômica ou religiosa...
Deus oferece gratuitamente a Salvação, mas espera nossa resposta,
o nosso compromisso com os valores do Evangelho.
Basta acolher essa oferta, aderir a Jesus e entrar pela "porta estreita".
* Mas para muitos, a "porta estreita" não é muito popular...
A felicidade se encontra no poder, no êxito, na exposição social,
nos cinco minutos de fama que a televisão proporciona, no dinheiro...

Para passar pela PORTA ESTREITA, são necessárias duas coisas:
- Desfazer-se de muitas "gorduras", de tanta coisa desnecessária...
- Tornar-se pequeno, simples, humilde, servidor, como criança:
"Quem não se fizer como criança não terá lugar no reino de Deus".
Os de grande estatura e os gordos não passam...

+ Um alerta:
Não haverá privilegiados, entradas garantidas, bilhetes reservados...
O ser cristão não é um meio mágico de salvação;
ela é o resultado do encontro entre o esforço humano e o dom de Deus.
Para salvar-se, não basta entrar na Igreja uma vez pelo Batismo,
mas querer entrar todos os dias pela "porta estreita"
da fidelidade à mensagem de Cristo e do Evangelho.

- Naquela hora, não haverá desculpas:
Sou católico desde criança... Vou à missa todos os domingos,
confesso com freqüência, pago sempre o dízimo, ajudo a Igreja...
Sou amigo do Padre... do Bispo...
Fiz o cursilho... o seminário da RCC... sou membro do Apostolado...

- Naquela hora, poderá ter surpresa:
"Não sei de onde vocês são... afastem-se de mim...
Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos."
= Estranhos entrando na glória e "praticantes" excluídos do banquete...

+ São muitos os que se salvam?
Jesus não respondeu diretamente à pergunta quanto ao Número,
fala dos Destinatários da salvação e o Caminho para consegui-la":
A "porta estreita" do despojamento e da humildade...

Se olharmos apenas as exigências de entrar pela "porta estreita",
poderíamos ficar preocupados...
Mas sabemos que Deus é mais bondade e misericórdia, do que justiça.
Cristo nos garante: "Eu sou a porta, quem entrar por mim, será salvo..." (Jo 10,9)
E Paulo nos garante uma verdade muito consoladora:
"É vontade de Deus que todos os homens se salvem,
e todos cheguem ao conhecimento da verdade..." (1Tm 2,4)
A porta é estreita, mas está aberta...

Dia do Leigo
Saudamos nesse dia a todos os LEIGOS que escolheram servir à Comunidade.
Obrigado por tanto bem que realizam.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 22.08.2010

Santidade

Santidade


Seres humanos chegam a ser santos travando batalha consigo, com a carne e com o demônio

Fonte: Canção Nova

A santidade é basicamente a estreita união do homem com Deus; desse contacto resulta a perfeição moral. Deus é santo por natureza; os homens são santos na medida em que se aproximam d’Ele. No céu todos os bem-aventurados estão intimamente unidos ao Senhor pela visão imediata d’Ele. Isso é chamado de “visão beatífica”. Todos os que estão no céu atingiram a santidade perfeita.



Um santo canonizado foi alguém que na terra praticou a bondade heróica em todas as suas ações. Note: “em todas as suas ações”. Um homem ou uma mulher não é canonizado por ter uma só virtude. Não é suficiente que ele não tenha faltas salientes. Mesmo uma pequena fraqueza é uma grande falta num santo. Um santo tem um controle perfeito de todas as virtudes. Ninguém tem de desculpá-lo dizendo que ele é um homem bom de coração, mas um homem difícil de suportar; ou que ele tem um senso inflamado da justiça social, mas não é muito de oração.



O santo não faz da sua vida um espetáculo. Começa pelas virtudes sólidas, comuns da vida cristã, e depois as desenvolve até um grau extraordinário. São Vicente de Paulo costumava dizer que “um cristão não deveria fazer coisas extraordinárias, mas sim fazer extraordinariamente bem as coisas ordinárias”.



Seres humanos chegam a ser santos travando batalha consigo, com a carne e com o demônio. Partem do triste estado da nossa fraqueza comum, porém, antes de morrerem, atingem a santidade pela graça de Deus. E isso é possível a todos os batizados.



Os santos não foram pessoas raras e especiais que viveram numa só terra ou numa só época particular. Pertencem a todas as épocas e a todas as nacionalidades. São Policarpo, natural da Ásia Menor, viveu no século II; já São Pio X foi um italiano e um Papa do século XX. Os quatro homens que são chamados os Padres do Ocidente, isto é, Santo Agostinho, São Jerônimo, Santo Ambrósio e São Gregório Magno, eram respectivamente da África do Norte, da Iugoslávia e da Itália, e viveram entre os séculos quarto e sexto. Santa Francisca Cabrini era uma freira italiana que fundou hospitais em Nova York e em Chicago, nos Estados Unidos.



Houve mártires em Nagassaki, no Japão, e padres na Rússia, que foram declarados santos pela Igreja Católica. O que é talvez mais surpreendente é a enorme variedade de personalidades entre esses santos. Eram reis e rainhas, sapateiros e agricultores, sacerdotes, bispos, freiras, soldados, juristas, professores, donas-de-casa e mulheres profissionais que se elevaram às alturas da santidade. Nenhuma classe tem o monopólio da santidade, embora talvez bispos e religiosos, por força da sua profissão, tenham chegado mais freqüentemente à santidade.



Então, quando a Igreja Católica pronuncia de modo solene que alguém é um santo, não se apóia apenas na prudência humana, mas pela evidência disso na forma de milagres operados por Deus pela intercessão deste [santo]. Esse é o selo da aprovação divina sobre a santidade da pessoa investigada.



Cristo disse à sua Igreja: “Eis que eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28, 20). E prometeu à Igreja no Cenáculo, na Última Ceia: “Quando vier o Espírito Santo, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,13). Essas são promessas especiais de Cristo para auxílio divino para a Instituição criada por Ele. Por causa dessas promessas, ao canonizar um santo, a Igreja Católica é infalível; isto é, não pode cometer erro – não pode ser transviada por inteiro. Jesus disse a Pedro: “Tudo o que ligares na terra será ligado no céu” (Mt 16, 18).

Felipe Aquino